Haverá um dia em que não mais importará quantos
talentos, conhecimento, beleza ou dinheiro o homem possui ou pretende possuir,
o importante a se saber será o quão equilibrado e integralmente saudável já se
consegue ser no modo de viver a vida. Importará saber se nele já há algum traço
de paz interior, se já assumi sua condição humana, cheia de limites e
igualmente repleta de possibilidades, se possui certa tranquilidade e se na
condição de aprendiz, tem exercido o amor e aspira ares de alguém feliz.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Segurança pública é ter saúde social I
Juízes criminais, secretários, delegados, policiais, agentes penitenciários... A
segurança pública não necessita de profissionais autoritários e sim com
autoridade. Em um cenário cuja nação ainda não é capaz de ofertar aos seus nativos reais possibilidades de desenvolvimento, com acesso à educação, saúde, moradia, em suma, plena cidadania de forma
democrática (estando contudo sendo dados os primeiros passos, ainda que lentos), continuamente se afirma uma cultura ambígua que se por um lado é passiva, por outro é negativamente reagente, onde uma vez sem investir seriamente na prevenção, a todo tempo lança mão de ações repressivas
que de modo incontestável se mostram absolutamente ineficazes.
Diante dessa problemática, entre tantos dramas constatados na segurança pública, não à toa a ONU propôs para o Brasil o fim da Polícia Militar, estes assim como as demais vertentes, a partir de treinamentos com verdadeiras táticas de guerra, vão para as ruas com sede de “justiça”. Muitas vezes comprometidos com a garantia da frágil sensação de segurança, por se encontrarem na ponta da lança, acabam por reproduzir atos criminosos que por princípio deveriam coibir e condenar, resultando em uma série de crimes e execuções extrajudiciais.
Pequenos avanços como o fato da Polícia Militar de São Paulo não poder mais socorrer vitimas de crimes ou confrontos com autoridades, permitindo que sejam conduzidos por ambulâncias ou o fato de agora no registro policial terem sido alterados termos para explicar os atos arbitrários como “resistência seguida de morte” por parte do suposto criminoso, para “lesão corporal decorrente de intervenção policial”, demonstram o quanto é possível quando há comprometimento, investir na mudança e construção de novos paradigmas.
Distante do maniqueísmo que reduz essa realidade policial a ideia do herói e do bandido ou vítima e algoz, o fato é que todos os dias morrem os chamados criminosos, morrem os policiais e a violência que se tem buscado combater com mais violência demonstra ser incapaz de diminuir os conflitos e gerar a segurança tão almejada. É fundamental que a gente não se acomode com tal situação e seja capaz de se indignar, entretanto, é necessário ponderar, não será pela via de programas sensacionalistas, que são incapazes de nos fazer refletir com a lucidez necessária, antes desgastam os nossos sentidos que infelizmente lhes emprestamos em audiência.
Certamente não cairá dos céus o tão aspirado tempo de paz e se nos parece muito distante fazer algo, não precisamos ir muito longe, nada melhor do que começar por si, eis nos aqui! Convidados a essa tarefa árdua, desafiadora e ao mesmo tempo tão salutar nas minúcias do cotidiano, fazendo por exemplo o silêncio que evita o revide, é o se afastar para não discutir, não se levar tão a sério, nem se crê demasiadamente especial, é colocar os pés no chão e começar a caminhar a partir do próprio quintal.
Parece utopia, mas não é fantasia, muito menos ilusão, um dia estes registros serão apenas tristes páginas da história, como tantas outras o são, provavelmente nos chamarão de “Homens da Caverna Contemporânea”... Os netos dos nossos netos irão se espantar, em tempos mais felizes o Brasil ainda será um exemplo de nação, comecemos a construí-lo já!!
Diante dessa problemática, entre tantos dramas constatados na segurança pública, não à toa a ONU propôs para o Brasil o fim da Polícia Militar, estes assim como as demais vertentes, a partir de treinamentos com verdadeiras táticas de guerra, vão para as ruas com sede de “justiça”. Muitas vezes comprometidos com a garantia da frágil sensação de segurança, por se encontrarem na ponta da lança, acabam por reproduzir atos criminosos que por princípio deveriam coibir e condenar, resultando em uma série de crimes e execuções extrajudiciais.
Pequenos avanços como o fato da Polícia Militar de São Paulo não poder mais socorrer vitimas de crimes ou confrontos com autoridades, permitindo que sejam conduzidos por ambulâncias ou o fato de agora no registro policial terem sido alterados termos para explicar os atos arbitrários como “resistência seguida de morte” por parte do suposto criminoso, para “lesão corporal decorrente de intervenção policial”, demonstram o quanto é possível quando há comprometimento, investir na mudança e construção de novos paradigmas.
Distante do maniqueísmo que reduz essa realidade policial a ideia do herói e do bandido ou vítima e algoz, o fato é que todos os dias morrem os chamados criminosos, morrem os policiais e a violência que se tem buscado combater com mais violência demonstra ser incapaz de diminuir os conflitos e gerar a segurança tão almejada. É fundamental que a gente não se acomode com tal situação e seja capaz de se indignar, entretanto, é necessário ponderar, não será pela via de programas sensacionalistas, que são incapazes de nos fazer refletir com a lucidez necessária, antes desgastam os nossos sentidos que infelizmente lhes emprestamos em audiência.
Certamente não cairá dos céus o tão aspirado tempo de paz e se nos parece muito distante fazer algo, não precisamos ir muito longe, nada melhor do que começar por si, eis nos aqui! Convidados a essa tarefa árdua, desafiadora e ao mesmo tempo tão salutar nas minúcias do cotidiano, fazendo por exemplo o silêncio que evita o revide, é o se afastar para não discutir, não se levar tão a sério, nem se crê demasiadamente especial, é colocar os pés no chão e começar a caminhar a partir do próprio quintal.
Parece utopia, mas não é fantasia, muito menos ilusão, um dia estes registros serão apenas tristes páginas da história, como tantas outras o são, provavelmente nos chamarão de “Homens da Caverna Contemporânea”... Os netos dos nossos netos irão se espantar, em tempos mais felizes o Brasil ainda será um exemplo de nação, comecemos a construí-lo já!!
domingo, 6 de janeiro de 2013
Recomeçar
Palavra bonita que inspira mudanças, abre espaço para a crença sincera na possibilidade de transformação, novos paradigmas, reforma de valores e atitudes, em direção ao novo, mais leve, melhor...
Todos nós somos convidados a recomeçar após um ciclo de vivências, é o ano novo a reacender as esperanças, a mudança de estação, é a jornada em um emprego que se encerra, a conclusão de um curso, a liberdade depois da reclusão, o fim de uma relação, a reeducação física e alimentar, a superação de um obstáculo rumo a outros desafios, levando consigo os aprendizados anteriormente adquiridos.
Quem sabe em busca de um caminhar mais livre e consciente, repleto de descobertas, com menos exigências supérfluas e mais comprometimento e disciplina, quem sabe um pouco mais sereno diante da vida... Ah são tantas as possibilidades, nós é que vamos dizer em que consistirão, afinal somos os únicos a conhecer amiúde nossas necessidades. Que recomecemos sempre sem medo de viver, desatando os nós e religando os laços que a vida nos oferece para crescer.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Ano Novo
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Natal
Em um lar mesa farta é mesa aonde
quem chegar é bem vindo para se alimentar, mas, sem excessos, que é para evitar
o desperdício ou comer em demasia. Em um lar confraternizar é brindar sem se
conduzir a embriagues ou a euforia, mantendo a tranquilidade e a alegria. Em
uma família unida o maior presente é a presença e O aniversariante não é
substituído por Noel, mantendo-se como convidado especial, sem perder o seu
papel. Que nessa época que nos convida à harmonia e à reflexão, ás luzes da sabedoria,
da paz e do amor se mantenham acesas ao longo do ano em nosso coração.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Mentir ou falar a verdade? Eis a questão!
Certamente a segunda a opção. O homem desiste de utilizar a
mentira como meio para atingir determinado fim, quando percebe que não pode se
enganar, que não precisa fingir e que o mesmo respeito que reivindica para si,
deve ter também para com os demais. Muitas vezes justificando a sua
utilização devido à fragilidade ou ingenuidade do semelhante para lidar com a
realidade dos fatos, é nesse sentido, muito mais um pretexto para desculpar a
falta de determinação e porque não dizer também de coragem que se faz
necessária para expor a verdade com sinceridade do que uma tentativa de
proteção ao próximo. Além do mais, é preferível uma verdade difícil de
ser digerida no primeiro momento do que uma mentira que acalente e que depois
de descoberta venha a machucar muito mais, causando apenas um falso bem estar e
ilusão momentâneos.
Isso
é claro não significa dizer que devemos adotar atos extremos, é preciso
ponderar e agir com a razão, se um semelhante se encontra por exemplo
vivenciando um turbilhão de problemas e podemos aguardar para compartilhar
determinada notícia ou situação quando ele estiver em melhor condição de ouvir
e digerir aquela realidade, devemos fazê-lo, sob pena de estarmos agindo sem
solidariedade, tornando o ato de dizer a verdade um ato cruel, essa é única
circunstância que consigo imaginar ser cabível a breve omissão, até que o
próximo se recupere e tenha condições de lidar com a situação.
Entretanto,
não é assim que temos agido e no dia-a-dia, multiplicam-se as pequenas
mentiras, chamadas de desculpas que passam a fazer parte da rotina, o atraso é
justificado pela demora do ônibus e não porque se saiu mais tarde do que
deveria de casa, a culpa é do trânsito (o que muitas vezes acontece realmente),
das contingências exteriores e nisso vamos nos infantilizando com ações
completamente desnecessárias que nos mantém omissos a demanda fundamental que é
de tomar a responsabilidade para si.
Certamente, o pior dos seus usos é quando a mentira é utilizada de modo
deliberado, com má fé, tendo por objetivo algum ganho pessoal e mais ainda
quando traz qualquer sorte de prejuízo para outrem, sem saber que o maior
prejudicado acaba por ser o próprio. Na estrutura em que nos encontramos,
no modo em que estão tecidos os laços sociais, há quem diga que a mentira se
faz muitas vezes necessária e é inclusive esperada, a verdade geraria um grande
incômodo diante de uma engrenagem que se utiliza dela como mecanismo importante
de funcionamento.
Há
quem diga também que uma mentira contada muitas vezes se torna verdade, mas,
ela é apenas uma mentira multiplicada com status de verdade, outros, inclusive
cientistas que investigam sobre a evolução da espécie, chegam a atribuir o
uso de tal dispositivo como um dos principais elementos para o desenvolvimento
cerebral, devido a necessidade de um maior nível de complexidade na elaboração
cognitiva que é exigida para mentir e chegam a estipular o número de mentiras
que se contam durante o dia. Para além dessas concepções, talvez um dos
questionamentos pertinentes na atualidade possa ser, qual a verdade sobre a
mentira? Sobre que bases ela se constrói? Qual a influência da cultura nisso?
Em um país como o Brasil o que significa o jeitinho brasileiro?
Mesmo
os mentirosos compulsivos, não gostam de ser enganados e é possível modificar
essa lógica de funcionamento social, o que precisamos pensar é como fazer com
que isso aconteça. Certamente, a medida que a estruturação da cultura vá se
modificando, permitindo ao indivíduo ser quem ele é, sem necessidade de
dissimulação ou uso de máscaras, educando as crianças não só com belas palavras
mas, a partir do exemplo para que se tornem adultos mais maduros, capazes de
arcar com suas responsabilidades, buscarem suas conquistas de modo legítimo,
pensarem e agirem de modo claro e com retidão, a partir do
desenvolvimento da consciência ética e crítica que só pode acontecer com
uma educação realmente integral (moral e cívica) deixaremos de utilizar a mentira
como muleta ou ferramenta para as mais variadas funções, reconhecendo que
a verdade tem força própria.
Nesse
sentido, levando em consideração e buscando relativizar a cerca das muitas
verdades e ilusões de cada sujeito é que a sinceridade, companheira fiel da verdade
deve ser ponderada. Afinal o que é mesmo dizer a verdade? O que significa ser
sincero? Há pessoas que com o perdão da palavra, vomitam verdades (as suas), de
forma tão áspera que atingem o outro (com ou sem intenção) causando muito mais
mal do que bem e quem de nós em um excesso já não agiu assim? Entretanto, ser
sincero não significa grosseria ou rudeza, pelo contrário, é necessário grande
sensibilidade e respeito pelo outro sendo então um grande desafio que estamos
todos convidados a encarar.
Vamos
vivendo, caminhando, aparando arestas e durante a caminhada, vamos descobrindo
que o nosso compromisso primeiro precisa ser com a própria consciência. Se em
1º de abril é o dia da mentira, no dia 03 do mesmo mês é o dia da verdade, tão
pouca divulgada, mas, com certeza já é tempo de começarmos mesmo que mansamente
até ajustarmos o passo, lhe prestarmos o devido valor.
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