terça-feira, 8 de dezembro de 2015
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Instantes
Há loucuras que não se deve curar,
Aquelas que te dão asas para voar,
E que evitam que o barco venha a naufragar.
E que evitam que o barco venha a naufragar.
Há
limites que foram feitos para se ultrapassar,
Aqueles que rompem barreiras,
E te desvendam as paisagens de um novo lugar.
Aqueles que rompem barreiras,
E te desvendam as paisagens de um novo lugar.
Há emoções que não se deve temer sentir,
Aquelas que pulsam lancinantes,
Que ardem inflames do início ao fim.
Aquelas que pulsam lancinantes,
Que ardem inflames do início ao fim.
Há instantes que não se devem derrogar,
Tempos infindáveis em que um átimo de segundos,
Vale como eras na história por tanto nos ensinar.
Tempos infindáveis em que um átimo de segundos,
Vale como eras na história por tanto nos ensinar.
Há vidas que não se pode evitar viver,
Aquelas que alegram que enobrecem,
Que transcendem o ser!
Aquelas que alegram que enobrecem,
Que transcendem o ser!
domingo, 4 de outubro de 2015
Resposta
Depois da resposta que recebi,
Já não poderia responder mais nada,
Fiquei assim, trinco sem tranca,
abismada.
Depois das portas que abri,
Já não poderia caber em si,
Qualquer saída imaginada.
Depois das andanças em que me perdi,
Era eu, o começo do fim,
Ou o fim do começo, dessa longa
estrada?
Depois da resposta que recebi,
A tarefa de cair em si,
Já não poderia ser adiada.
E foi então que percebi,
Que a vida estava em mim,
Inteiramente amalgamada!
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Desnudar
Não
me interessa a segurança das terras conquistadas,
Tudo que aprendi até aqui é quase nada,
Se os pés algum dia tiveram raízes,
Hoje os braços são asas largas.
Tenho uma sede voraz de beber o mundo,
Meu inspirar aspira o profundo,
E me faço cega, surda e muda,
Ao que não quero ver ou escutar,
Ao que seria o desperdício da palavra,
No simples ato de falar.
Só me interessa Ser no estar de cada instante,
Inteiramente entregue, presente, constante.
Aos que se aprisionam nas trilhas atravessadas:
Quero o desbravar de novas caminhadas,
E a paz de estar junto à vida conciliada.
Deixo tudo, levo nada!
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Eclipse
Sou
a brisa suave que veio te afagar,
O
abraço sincero que vem de além mar,
Sou
a estrela que brilha para te iluminar,
Uma
cigana,
Uma
sereia,
A
fada boa,
A
bruxa má.
Sou
o anjo que abandonou as asas,
Quando
a seta inverteu a direção,
E
em escândalo,
O
cúpido derradeiro atingiu o coração.
Sou
quem te entrega o oceano para navegar,
O
mergulho profundo,
Que
te desvenda os mistérios do mar.
Sou
o sol que nasce para te aquecer,
A
chuva que cai para te embalar,
Nos
sonhos que só comigo poderás ter
E
irás sonhar.
Sou
a poesia que aspira os poetas,
Dos
músicos a inspiração,
A
rima certa na incontida métrica,
Que
clama teu nome em cada canção.
Sou
o toque do orvalho na pétala da flor,
A
te revelar nas coisas simples da vida,
A
grandeza do meu amor.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Tudo o que você pensa saber sobre adicção é errado.
Quase tudo o que pensamos saber sobre o vício está errado e se
começarmos a absorver as novas provas sobre ele, acredito que nós vamos ter que
mudar muito mais do que as nossas políticas de drogas.
Imagine que três vezes ao dia durante vinte dias você fizesse uso de
heroína. O que aconteceria? Temos uma história sobre o que iria acontecer que
nos foi dito por um século. Nós pensamos que porque existem ganchos químicos em
heroína, seu corpo se tornaria dependente e você começaria a precisar deles
fisicamente e no final desses 20 dias, você teria se tornado um viciado em
heroína. Certo? Isso foi o que eu pensei. Mas e quando as pessoas ficam
hospitalizadas por um longo período fazendo uso de diamorfina que é heroína em
estado puro, por que quando recebem alta não se tornam dependentes?
O professor de psicologia em Vancouver Bruce Alexander realizou um
experimento que realmente nos ajuda a entender esta questão. Ele colocou um
camundongo em uma gaiola com duas fontes de água, uma em estado puro, outra
misturada com heroína ou cocaína e o animal quase sempre preferiu a água
alterada vindo a morrer rapidamente.
Mas o pesquisador observou que colocou o animal em uma gaiola vazia sem
nada para fazer exceto usar drogas e se propôs a fazer algo diferente:
construiu uma gaiola que nomeou “parque de rato” onde eles tinham queijo, um
monte de bolas coloridas, túneis, um monte de amigos e sexo.
Nessa gaiola os camundongos também foram expostos a ambas fontes de água
(normal e drogada), mas aqui o resultado é fascinante: no “parque de
ratos” eles não gostam da água com drogas, eles quase nunca a usam,
nenhum deles jamais a usou compulsivamente, nenhum deles jamais teve
overdose. Você vai de quase 100% de overdose quando eles estão isolados para 0%
de overdose quando têm vidas felizes e conectadas.
Tais resultados se repetiram quando observados os retornos dos soldados
da guerra do Vietnan de cuja tropa, 20% fazia uso de heroína. Tais soldados
acompanhados nos retornos aos seus lares e desses, 95% sem passar por nenhuma
espécie de reabilitação, simplesmente parou o uso, não se tornaram adictos.
Nesse contexto o pesquisador questiona-se: e se o vício não for causado
pelas conexões químicas que ocorrem durante o uso prolongado da substância? E
se o vício for uma resposta adaptativa ao meio ambiente?
O professor Peter Cohen na Holanda propõe que talvez não devêssemos
chamar vício e sim ligação. Os seres humanos têm uma necessidade natural e
inata de ligação e quando estamos felizes e saudáveis, nós vamos ligar e se
conectar uns com os outros, mas se você não pode fazer isso, porque você está
traumatizado ou isolado, ou abatido por vida, você vai se relacionar com algo
que vai lhe dar alguma sensação de alívio. Agora, isso pode ser o jogo, a
pornografia, a cocaína ou a maconha, mas você vai se relacionar e se conectar
com alguma coisa, porque essa é a nossa natureza, isso é o que queremos como
seres humanos.
Uma parte essencial da dependência diz respeito sobre o dependente não
ser capaz de suportar estar presente em sua própria vida e ao invés de ofertar
um suporte à eles, nós os punimos, envergonhamos e lhes damos registros
criminais, colocamos barreiras para que eles possam se reconectar e o que
devemos fazer é justamente o oposto, a mensagem a ser passada é: você não
está sozinho, nós amamos você.
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