quarta-feira, 28 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Refletindo
Se o equilíbrio não é estático, a dinâmica da vida se traduz nesta eterna busca pela conquista das justas medidas das coisas e sua consequente perda.
O que ontem nos supria perfeitamente, hoje não nos cabe mais, o que fazia falta, hoje é excesso.
É preciso pensar, refletir, questionar, aderir e descartar.
O que fica no decorrer deste processo soma-se e passa a fazer parte deste construto chamado personalidade. Sempre a exigir de nós readequação e transformação.
domingo, 4 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Som alto no ônibus? "É barulho no Buzu"
Música alta dentro de ônibus é senso comum de que incomoda
(exceto para quem a propaga claro), no desempenhar de nossas rotinas nos vemos obrigados escutá-las. De certo, é algo pra se questionar, como chegamos a esse ponto? Em um ambiente
social a vontade particular se impondo arbitrariamente para a coletividade? Rompimento dos mais sutis laços de cidadania, existem apenas direitos.
Este quadro denuncia
nossa já conhecida fragilidade educacional, o indivíduo que não tem
introjetado tais valores não é capaz de um pleno exercício de sua cidadania,
não enxerga que os direitos dele começa onde o do outro termina, por isso,
impõe sem preocupações o seu comportamento, nesse caso, o som que pra variar costuma ser alto... Mas afinal, o
que será que está por detrás deste ato tão disseminado e continuamente crescente? Pode-se dizer
que a popularização dos celulares é fator primordial, mas este é um dos
veículos pelo qual se dá (também
existem rádios portáteis com caixas de sons potentes), entretanto, ambos tratam-se do
efeito e não da causa.
E
se a motivação estiver em chamar a atenção, seria possível? Em mundo
narcísico este certamente deve ser um fator importante a se considerar e o
levando em conta... Neste caso, chamar atenção para o quê? O que trazem
estes conteúdos musicais? Existem diferentes estilos de "djs"? Sim,
desde os que ouvem músicas com conteúdos românticos aos de protestos,
passando pelas de conteúdo sexista. Variam as formas de expressão, alguns
cantam juntos, outros formam verdadeiros grupos de percussão batucando no
famoso "fundão". O que tudo quer nos dizer, o que se está a alardear?
já ouvi jovens
cantando apaixonadamente refrãos tão pesados, com tamanha agressividade, me parecem denunciar com certas letras situações
sociais muito mais dramáticas. Entretanto é
leviano atribuir tal ação apenas as classes populares, pois, proprietários de
veículos privados populares ou de luxo repetem a mesma ação, cada vez mais tunam seus carros com
caixas de sons potentes, verdadeiros mini trios elétricos que seguem a mesma lógica dos
"djs do buzu" (claro que de modo mais fortemente atrelado a valores narcísicos)
Com certeza em ambos os casos falta educação (no sentido amplo da palavara) portanto, não tomemos o efeito pela causa. Parece
que o quadro baseia-se na seguinte questão: A cidadania que não reconheço em
mim, não sou capaz de reconhecer no outro que, aliás, pra mim é um estranho.
Não há o que se perder, ganho mais em escutar por afronta, exibição ou alienação,
imponho minha vontade e sei que ninguém vai reclamar (em tempos de violência
ninguém vai arriscar-se a uma possível agressão).
E tantas outros
aspectos devem estar a influenciar essa situação e é fundamental buscarmos compreender o que culturalmente estes
fenômenos significam. Campanhas espalham-se não só na Bahia, em prol da
conscientização e ela é necessária, mas se quisermos realmente parar de secar
gelo, vamos investir na base que nos garanta uma boa formação nos tornando aptos a exercer plenamente a cidadania a fazer jus ao título de cidadão.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Flor Nascente
Pra ela o mundo é novo, cheio e
possibilidades,
Pra
ela, todas as flores, todas as cores.
Todo
o amor de quem lhe cuida.
Os
primeiros passos: Verdadeiros saltos!
Do
balbucio à fala: Quase um milagre!
Sem
me dar conta, assim sem perceber...
A
vida daquela criança, me devolveu a esperança
De
que ainda vale a pena viver!!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Relações nossas de cada dia.
Acredito que muitas vezes as relações podem constituir-se apenas como
somas de incompletudes. Onde buscamos loucamente sermos felizes, depositando no
outro expectativas e transferindo necessidades, muitas vezes negando a si
mesmos. Se as relações partirem desse paradigma possuem grandes chances de
serem meios de infelicitude. Relações que podem proporcionar prazer, mas,
não realização, satisfação e que muitas vezes enredadas em ilusões e mentiras
causam a médio e longo prazo sofrimento de várias ordens.
Mulheres objetificam-se na busca de serem admiradas, desejadas e mais,
claro que a mulher quer mais, na busca de serem amadas, de tal modo
equivocadas, acabam por si desrespeitar. Nunca compramos e nos vendemos tão
fácil à imagens estereotipadas que reforçando o machismo ancestral teimam em
nos reduzir a objeto sexual. Homens, quantos homens preocupados com a
quantidade de conquistas não conseguem passar da página dois, sabendo apenas
serem dons Juans.
Especializados na “arte” da conquista passam muitas vezes por
cima da verdade, enganam, ludibriam e perdem a si mesmos pelo caminho, sem
habilidade para lidar com as demandas reais das relações quando acaba o
repertório. Perdem-se pelo caminho porque se não é possível sermos felizes sozinhos
confundido corações carentes, tantas vezes fragilizados também não.Nessa ânsia
de felicidade, nestes tempos turbulentos onde a superfície do mar está sempre
revolta, onde as ondas são bravias e às vezes surpreendentemente terminam
frágeis beira mar, mergulhamos e muitas vezes nos afogamos em relações pouco
sadias.
Então, acredito que não há outro caminho que não do auto enfrentamento
dessa incompletude, sem buscar fantasiosamente o outro e no outro o suprimento
de demandas que são nossas. Quem tem que nos amar primeiro somos nós, quem
precisa se cuidar, se proteger e ser nosso melhor amigo também somos
nós. Se percebermos isso, vamos pouco a pouco desistindo da falsa idéia da
metade da laranja e finalmente poderemos ser inteiros, em relações onde as
pessoas se encontram, trocam e somam ao invés de subtrair.
Já é árdua a tarefa de ser humano por si só, afinal essa inteireza está
sempre em construção e transformação que às vezes causam inevitáveis impactos
nas vidas alheias, nem sempre conseguimos tomar as melhores decisões, emitir
opiniões e atitudes mais sensatas, agimos impulsivamente.
Acredito que a consciência de nossa humanidade faz com que sejamos mais
generosos com a dos outros e também mais respeitosos. Que apesar das
dificuldades, nossa necessidade legítima de felicidade, de bem estar, assim
como de liberdade não se torne pretexto distorcido e virem apenas uma ânsia
louca que só nos traga infelicidade.
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